Fantasy Design in Community

O Fantasy Design foi um projeto internacional financiado pelo European Community Culture Programme e liderado pelo Design Museum de Helsinki entre 2009 e 2011. Crianças de 4 países eram convidadas a solucionar desafios de design do entorno onde viviam e discuti-los com a comunidade internacional de jovens participantes do projeto. Oferecendo a experiência de fazerem parte de um time para resolver problemas reais, o projeto demonstrava aos alunos as muitas maneiras em que o design pode impactar o ambiente em que vivemos.

Os resultados do projeto foram compilados em uma exposição e um livro – Fantasy Design in Community –, além de duas conferências internacionais sobre métodos e resultados de educação participativa em design. Registros das atividades podem ser encontrados na seção projects do site oficial.

Os co-organizadores do Fantasy Design, além do Museu de Helsinki, eram o Design Museum Gent (Bélgica), University College Sealand (Dinamarca) e o Museo Nacional de Artes Decorativas (Espanha).

site: http://www.fantasydesign.org

No Right Brain Left Behind

Fundada em 2011 pelo designer Viktor Venson, a No Brain Left Behind tem como objetivo trazer a criatividade de volta às escolas americanas. No ano passado, conseguiu o financiamento e a parceria da Green Dot Public Schools para implementar uma das soluções geradas no workshop Slöjd (documentado no vídeo acima) em que 9 designers foram convidados pela NRBLF para propor novas ideias que fomentassem a criatividade no ambiente escolar. 

O projeto, que está sendo desenvolvido na Lock High, uma escola pública em Los Angeles, busca transformar a biblioteca em uma espaço que inspire novos tipos de aprendizagens e pensamentos. Além da colaboração de mais de 50 designers que doaram seu tempo para variadas etapas do projeto, a organização também se pauta na colaboração fundamental de um grupo de professores que ajuda na identificação de problemas e na criação de soluções que se adaptem à cultura daquela escola. 

Quando perguntado qual o papel do design na No Right Brain Left Behind, Viktor é direto: “Design é uma metodologia poderosa de pensamento e resolução de problemas. Muitas vezes percebido como o resultado ‘cosmético’, na verdade é processo exploratório que está por trás. Neste sentido, o resultado visual é a manifestação da nossa capacidade de sintetizar nossas pesquisas e achados e criar soluções realmente bonitas, relevantes, eficientes e que, de alguma forma, refletem a comunidade para a qual o problema está sendo resolvido.”

Site da No Right Brain Left Behind

Post sobre o projeto no blog da Adobe Education

Entrevista com Viktor Venson na revista Connection

The Third Teacher

Criado por um time de arquitetos e designers preocupados com o sistema educacional contemporâneo, o livro The Third Teacher – 79 Ways You Can Use Design to Transform Teaching & Learning, explora a ligação fundamental entre os espaços escolares e a maneira como as crianças aprendem. O título é inspirado na premissa do psicólogo e professor italiano Loris Malaguzzi de que as crianças se desenvolvem, em primeiro lugar, através de interações com os adultos – pais e professores –, em segunda instância com outras crianças e, finalmente, com os espaços a sua volta. O ambiente seria, então, o terceiro professor.

As 79 ideias apresentadas no livro são ilustradas com estudos de caso de escolas com propostas arquitetônicas inovadoras, entrevistas com personalidades como o consultor em criatividade Ken Robinson, insights gerados em workshops com crianças e professores, além relatórios, crônicas, estatísticas etc. A intenção é que o livro sirva como fomentador de discussões acerca do papel essencial dos espaços nos processos de aprendizagem.

Como consequência do projeto foi criada a The Third Teacher +, uma consultoria educacional pertencente à Cannon Design, agência resposável pela autoria do livro em conjunto com a Bruce Mau Design e a VS Furniture. Em um próximo post, falarei sobre os projetos desenvolvidos pela The Third Teacher +.

Para mais informações sobre o livro, clique aqui

Design Learning Challenge

O Design Learning Challenge é uma das iniciativas da IDSA (Industrial Designers Society of America) para promover entendimentos sobre as possibilidades de introdução do design na Educação Básica americana.

Estas iniciativas fazem parte de um propósito antigo da IDSA de gerar “awareness” - ou consciência - sobre design para diversos públicos, entre eles jovens em idade escolar, a fim de que entendam o que é design e o que ele pode fazer. Com o desafio, a Sociedade pretende atingir este objetivo através de uma experiência de design participativo e colaborativo.

No ano de 2012, o Design Learning Challenge consistia em convidar alunos de faculdades de design para trabalharem em conjunto com alunos de escolas de Ensino Básico, como mostrado no vídeo acima, que documenta o projeto vencedor daquele ano. Já em 2013, professores e alunos foram convidados diretamente a participarem da experiência e são eles os responsáveis por buscar, com a ajuda dos organizadores, designers para colaborarem no desenvolvimento do projeto. O passo a passo da metodologia e diversas outras referências estão disponíveis no site: www.designlearning.us

Além do Design Learning Challenge, a IDSA também tem produzido o K-12 Design Education Symposium que tem como objetivo aproximar professores da Educação Básica e de Universidades, designers, visionários, administradores e outros interessados para pensarem juntos em como integrar criatividade, resolução de problemas e inovação aos currículos escolares.

Para saber mais sobre a visão da IDSA para a integração do Design na Educação Básica, acesse o site.

Design Emergency

O Object, Centro Australiano de Design, localizado em Sydney, na Austrália, está desenvolvendo o programa Design Emergency, com o objetivo de construir uma cultura de design no país por meio de atividades voltadas para alunos da Educação Básica.

A proposta é que os alunos trabalhem em conjunto com designers profissionais, que podem visitar as escolas, convidar as crianças para seus escritórios ou ainda colaborar por meios digitais. Os designers os ajudam a identificar uma questão que seja relevante para a vida dos estudantes que, uma vez investigada e desenvolvida vira um “emergência de design”, ou seja, é colocada em forma de desafio a ser solucionado. Em seguida, são utilizadas técnicas como desenvolvimento de personas, uso de metáforas e crowdsourcing, para que as ideias de soluçao sejam desenvolvidas, prototipadas e apresentadas para o grupo.

Nos últimos dois anos, os idealizadores do projeto realizaram uma série de pilotos com o objetivo de testar os diversos formatos que podem ser assumidos pelo Design Emergency: em 7 semanas ou workshops de algumas horas; com participação de designers em tempo integral ou pontualmente; na escola ou em eventos, etc. Mais recentemente entraram com o projeto em um site de crowdfunding onde receberam a quantia necessária para atingir seu principal objetivo: expandir o alcance do programa às escolas australianas.

Acesse o site oficial do programa clicando aqui 

Para ler a brochura digital com detalhes sobre o histórico do programa, colaboradores e objetivos, clique aqui

Veja a campanha de crowdfunding do design emergency clicando aqui

REDlab - Research in Education & Design

O objetivo do REDlab é conduzir pesquisas sobre o impacto do design thinking em cenários educacionais, tanto da Educação básica quanto de graduação e pós-graduação. O laboratório, fundado em 2009, configura uma parceria entre a Escola de Educação de Stanford (SUSE) e a d.school (Hasso Plattner Institute of Design).

No início de suas atividades, o REDlab tinha como projeto principal o Taking Design thinking to School, no qual se investigava as possibilidades de integração do design thinking às disciplinas escolares e aos processos de ensino-aprendizagem. Em seguida, o laboratório recebeu um financiamento da d.school para realizar pesquisas em relação a avaliação dos aprendizados sobre design thinking na pós-graduação, o “Design Thinking Assessment Metric Initiative”. Mais recentemente, iniciou um novo projeto, o “d.loft STEM”, que estuda a introdução de acampamentos para alunos de Middle School (equivalente ao nosso Fundamental II) para promover o conhecimento sobre carreiras STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) usando a abordagem do design thinking.

Artigos sobre os projetos desenvolvidos pelo laboratório podem ser encontrados no site.

Ready, Set, Design!

Em um post anterior, falamos dos diversos recursos disponibilizados pelo site do Smithsonian’s Cooper-Hewitt, o museu de Design de Nova York. Mas além deste material, o museu também oferece programas que buscam levar o Design para o âmbito escolar, como o “Ready, Set, Design!”, em que um representante da instituição vai a escolas interessadas e realiza uma atividade prática com os alunos.

Depois de uma breve introdução sobre o significado do termo Design, o representante do museu passa diferentes desafios às turmas - que variam do jardim de infância ao ensino médio - e propõe que construam protótipos de solução, usando apenas um número restrito de materiais.

Os desafios são sempre formulados de forma aberta. Por exemplo: em vez de pedir que os alunos projetem uma garrafa de água, eles são instigados a projetar uma forma portátil de se transportar água. Além disso, os materais são cuidadosamente escolhidos para favorecer novas construções diferentes das que pensamos imediatamente, como conectar dois materiais com algo que não seja cola ou fita adesiva.

Uma parte importante desta atividade é a apresentação da solução proposta no final da aula. Saber articular as ideias e se fazer entender por pessoas diferentes é também uma etapa fundamental do processo de Design, apesar de não ser tão mencionada.

Veja aqui um video mais descritivo sobre o “Ready, Set, Design” e aqui o PDF com as instruções.

Esta atividade é baseada no desafio Inventomania, criado por Inna Alesina e Ellen Lupton.

Design thinking for educators

Esta é uma nova aposta da IDEO, a empresa americana de Design conhecida pelos seus projetos inovadores e pelo uso da abordagem do Design Thinking como metodologia projetual (saiba mais).

A proposta é que os métodos de Design thinking poderiam ajudar os professores a lidarem com as diferentes situações que confrontam em seu dia a dia na escola, desde a prática em sala de aula, à relação com os outros professores, passando pela organização de espaços físicos mais adequados às suas necessidades etc. Assim, os educadores teriam ferramentas para projetar coletivamente e se veriam aptos a transformar suas próprias práticas e seus ambientes escolares.

O site mostra os estudos de caso realizados, depoimentos de professores, pesquisas contextuais e disponibiliza para download um toolkit (material explicativo) contendo o método de Design thinking adaptado para que possa ser usado pelos educadores.

dica de Carol Pasquali

A New Culture of Learning

Neste vídeo, John Seely Brown, pesquisador, educador e co-autor do livro A New Culture of Learning, fala da experimentação e da criação como novos imperativos dos processos de ensino-aprendizagem. John entende que é fundamental brincar com o conhecimento e dividí-lo com os colegas, e esclarece como o compartilhamento dos processos, críticas e dificuldades vivido nos estúdios de Design e Arquitetura, pode ser um bom exemplo de sua proposta.

Mais sobre o autor neste site.

dica da Brenda Lucena

Believe in D&T!

Desde a instauração do Currículo Nacional britânico, em 1990, que determinava um currículo central (core curriculum) padronizando as matérias que deveriam ser oferecidas obrigatoriamente por todas as escolas, o Design faz parte de disciplinas compulsórias para todas as crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos na Inglaterra e no País de Gales. Primeiramente foi englobado pela disciplina de “Tecnologia” que, em 1995, foi renomeada como “Design & Tecnologia” (Design & Technology – D&T), separando-se do conteúdo de “Tecnologia da Informação e da Comunicação” (Information and Communications Technology - ICT). No mesmo ano, a disciplina de “Artes” ganhou uma nova ementa que incluía o ensino de Design em seu escopo, e em 2000, passou a ser chamada oficialmente de Artes & Design (Arts & Design – A&D).

No entanto, as crises ecônomica e política recentes, que, entre outros eventos graves, levou à renúncia do primeiro ministro Gordon Brown, do partido trabalhista, em maio 2010, apontam para uma modificação profunda no currículo central a partir dos próximos anos. Segundo um comunicado oficial de janeiro de 2011, o novo governo pretende que todas as disciplinas, à parte de Inglês, Matemática, Ciências e Educação Física, sejam disponibilizadas de acordo com o interesse de cada escola.

O anúncio levou a Associação de Design e Tecnologia (DaTA) a iniciar uma campanha para salvar a disciplina de D&T. O vídeo acima apresenta argumentos bem diversos sobre os motivos para se manter a disciplina como parte do core curriculum britânico, cuja iniciativa pioneira, influenciou países como Austrália, Canadá, Cingapura e Hong Kong a fazerem o mesmo.

Mais detalhes no site da campanha.

Meredith Davis

Meredith Davis é uma das personalidades mais importantes no que diz respeito à integração do Design à Educação Básica norte-americana. Ela se formou e trabalhou como professora de artes visuais e, alguns anos depois, decidiu fazer uma nova graduação, desta vez em Design gráfico. Trabalhou na área, realizando projetos para grandes empresas, mas nunca se afastou de questões relacionadas à Educação, tanto Profissional quanto Básica.

Em 1997, o livro Design as a catalyst for learning, que tem Meredith como a principal autora, foi lançado como o primeiro registro abrangente das iniciativas de inclusão do Design na Educação Básica nos Estados Unidos, uma vez que, naquele país, a maioria das experiências acontece de forma individual e não são coordenadas entre si. O livro é resultado de uma pesquisa extensa, iniciada no ano de 1993, a partir da resposta de 160 questionários e de 10 estudos de caso, que representam uma variedade de metodologias e entendimentos em relação à utilização do Design nas escolas.

Atualmente, Meredith é professora e diretora da graduação do departamento de design gráfico da North Carolina State University (NCSU). Lá, como orientadora do programa de Doutorado, pertence à linha de pesquisa Design for Learning.

Alguns links sobre Meredith:

Perfil no site da AIGA (Associação Profissional de Design dos E.U.A) onde ganhou uma medalha em 2005.

Linha de pesquisa Design for Learning, da NCSU > Aqui há 3 artigos de Meredith sobre a inclusão do Design na Educação Básica pela disciplina de Artes Visuais.

Vídeo de uma palestra no Cooper-Hewitt, Museu Nacional de Design, localizado em Nova York. É longo, mas vale muito a pena.

Livro Design as a Catalyst for Learning na Amazon.

Quest to Learn

Esta matéria do NY Times mostra a Quest to Learn, uma escola americana que usa o design de video-games como ferramenta para o ensino.

A escola foi fundada em 2006 e atende a alunos do 6o. ano do ensino fundamental ao 3o. ano do ensino médio. Segundo o site, a Q2L entende o Design, a colaboração e o pensamento sistêmico como os principais letramentos (literacies) para o século 21, e que seu papel seria construir a ponte entre estas novas e as tradicionais linguagens (como o inglês e a matemática).

Para informações mais detalhadas, acesse o site da escola. Na seção curriculum é possível fazer download de diversos materiais de divulgação, de organização, uma visão geral do currículo e até os deveres de verão passados aos alunos.

dica de Guilherme Xavier

RAFT

A RAFT - Resource Area for Teaching (Área de Recursos para o Ensino) é uma daquelas iniciativas onde parece que todas as peças do quebra-cabeças se encaixam naturalmente.

A ideia é simples: a organização recolhe materiais que seriam descartados por empresas locais e os revende para professores a preços muito baixos (centavos de dólar) em um grande galpão na Califórnia. A graça da história é que o lugar funciona como um centro colaborativo onde esses materiais são transformados em kits de atividades para uso em sala de aula. Lá, professores e voluntários trabalham juntos e inventam maneiras de fazer com que esses objetos se transformem em práticas relevantes e adequadas aos diversos segmentos do currículo local.

Assim, a RAFT funciona em vários níveis: 1) dá novos usos a materiais que seriam descartados; 2) fornece materiais a baixíssimo custo a professores interessados; 3) funciona como ponto de encontro para professores que querem desenvolver novas práticas em sala de aula; 4) oferece workshops e orientação para que esse professores desenvolvam suas próprias práticas; 5) disponibiliza kits já montados com instruções para uso (todos desenvolvidos por professores e voluntários da RAFT); 6) disponibiliza gratuitamente online instruções para atividades diversas com indicações de adequação para os currículos de cada série; entre outros.

Fundada em 1994, a RAFT hoje atende a 10 mil professores por ano, o que beneficia 825 mil estudantes de forma indireta. Reutilizando recursos sem nenhuma demagogia ambiental, a RAFT proporciona a mestres e alunos uma forma diferente de se relacionar com a educação.

Para mais informações, vídeos explicativos , depoimentos e recursos online, acesse o site oficial da RAFT.

Para ler uma matéria bem interessante sobre a ONG, acesse este link.

Design for Change

Um dos vencedores de 2011 do prêmio “Design para melhorar a vida” (Design to improve life), oferecido a cada dois anos pela INDEX, foi o projeto Design for Change, que aproxima questões do Design ao contexto da Educação Básica.

O projeto foi desenvolvido pela designer indiana Kiran Bir Sethi que, ao perceber que queria uma escola diferente para os seus filhos, decidiu fundar a sua própria instituição. A escola Riverside apresentou resultados tão positivos que ela decidiu compartilhar sua visão educacional com todo o país.

Fundou o projeto Design for change que acontece como um convite às escolas para um desafio em que os alunos devem: sentir algo que gostariam que fosse diferente em suas comunidades; imaginar uma forma de abordar essa questão; realizar o projeto imaginado; compartilhar a sua história com o resto do mundo.

No primeiro ano (2009) apenas escolas indianas foram convidadas e já no ano seguinte, grupos independentes de diversos países começaram a realizar suas próprias versões do desafio. Agora já são mais de 30 países.

O vídeo mostra Kiran contando sua história na premiação da INDEX e é interessante observar a presença de conceitos e valores do Design em todo caminho que ela percorreu, mesmo que de uma forma subjacente.

O site do projeto é o http://dfcworld.com e para quem quiser uma explicação mais rapidinha, vale a pena ver a palestra da Kiran no TED India 2009 (com opção de legendas em português!)> clique aqui

Arquikids

Arquikids é uma organização de Barcelona que promove a chamada arquitetura educativa para crianças e jovens de todas as idades. As atividades do grupo são baseadas em workshops com diferentes durações que podem acontecer em espaços fechados ou em rotas urbanas e safaris locais, que são tipos de excursões pela cidade e a prédios emblemáticos.

Esse vídeo se refere a um dos workshops chamado minha cidade imaginária e na página deles no Vimeo é possível encontrar mais algumas imagens de atividades que eles realizam.

O site do Arquikids tem em sua página inicial um blog muito interessante (de onde, inclusive, eu tirei o post do video as aventuras de uma caixa de papelão) e tem várias outras informações sobre a arquitetura educativa, a filosofia do projeto, as propostas de workshops, etc.